Apesar de fazer parte de praticamente todos os ciclos de lavagem, muitas pessoas não sabem exatamente para que serve nem como utilizá-la corretamente. Quando não é bem ajustada, a roupa pode sair demasiado húmida, deformada ou sofrer desgaste desnecessário.
Neste artigo, a Blue Lavandarias explica o que é a centrifugação, como definir a velocidade adequada e que fatores podem influenciar o resultado final da roupa.
A centrifugação é, regra geral, a última fase do ciclo de lavagem. Nesta etapa, o tambor da máquina roda a alta velocidade, expulsando o excesso de água das peças através da força gerada pela rotação, conhecida como força centrífuga. Como resultado, a roupa sai menos pesada, menos húmida e mais fácil de secar.
Esta função substitui o ato manual de torcer a roupa, reduzindo o esforço físico e tornando todo o processo de lavagem mais simples. Além disso, permite estender as peças com menos água, evitando que o espaço de secagem fique excessivamente húmido.
Na maioria das máquinas, a velocidade de centrifugação está associada aos programas de lavagem, podendo ser ajustada consoante o modelo e o tipo de roupa.
Ainda assim, é importante consultar as instruções do fabricante, já que cada máquina pode ter recomendações específicas para diferentes tecidos e níveis de sujidade.
A sigla RPM refere-se a “rotações por minuto” e indica a velocidade a que o tambor da máquina roda durante a centrifugação. Quanto maior o número de RPM, mais rapidamente a roupa é rodada e maior é a quantidade de água removida.
Na prática, uma centrifugação com mais rotações deixa a roupa mais seca, mas também pode ser mais agressiva para determinados tecidos. Por isso, é importante ajustar este valor ao tipo de roupa, garantindo um equilíbrio entre eficiência na remoção de água e cuidado com as peças.
Nem sempre usar mais rotações significa obter um melhor resultado. A centrifugação ideal depende do tipo de peça, do tecido e da forma como a roupa será seca após a lavagem.
Quando a velocidade é demasiado alta, sobretudo em tecidos delicados, as peças podem ficar deformadas, vincadas ou desgastadas mais rapidamente.
Por outro lado, uma centrifugação demasiado baixa deixa a roupa mais húmida, aumentando o tempo de secagem e favorecendo o aparecimento de odores, especialmente se permanecer na máquina ou for seca em espaços poucos ventilados.
O ideal é ajustar a velocidade de centrifugação à resistência dos tecidos e à quantidade de água que cada peça retém. Antes de escolher a velocidade, verifique sempre as etiquetas da roupa para garantir o cuidado adequado e evitar danos desnecessários.
Como nem sempre é fácil interpretar essas indicações no dia a dia, reunimos de seguida orientações simples para ajustar a centrifugação e obter melhores resultados em cada lavagem.
Estas peças, por serem mais delicadas, devem ser centrifugadas com rotações baixas, geralmente entre 400 e 600 rpm. O objetivo não é retirar toda a água, mas apenas o excesso, preservando a forma e a estrutura do tecido.
Uma centrifugação demasiado intensa pode provocar encolhimento, deformação ou desgaste prematuro, especialmente nas costuras e acabamentos.
💡 Dica Blue: Sempre que possível, lave estas peças à mão. Em alternativa, utilize um saco próprio para roupa delicada. Este cuidado reduz o atrito e protege detalhes sensíveis, como rendas, alças, fechos ou aplicações.
A roupa de bebé exige atenção extra. Apesar de parecer resistente, muitas peças são feitas de tecidos suaves e elásticos, com acabamentos delicados.
Uma centrifugação entre 600 e 800 rpm é, na maioria dos casos, uma opção equilibrada.
Evite misturar com peças mais pesadas, como toalhas ou gangas. Durante a centrifugação, o peso adicional pode aumentar o desgaste e provocar deformações.
Tecidos sintéticos, como poliéster e nylon, podem ser centrifugados entre 800 e 1000 rpm.
Estes materiais são mais resistentes do que os tecidos delicados, mas ainda assim podem ganhar vincos ou deformar se sujeitos a rotações demasiado altas. Uma velocidade intermédia permite remover água suficiente sem comprometer o aspeto final da peça.
Peças de algodão, como t-shirts e camisas, ou gangas de uso diário, podem ser centrifugadas entre 800 e 1000 rpm.
No entanto, peças com estampados ou cores mais sensíveis podem beneficiar de rotações ligeiramente mais baixas, ajudando a preservar o tecido e evitar o desbotamento.
💡 Dica Blue: Para preservar estampados, cores e acabamentos, coloque as peças do avesso na máquina. Este cuidado protege os detalhes e as cores, reduzindo o desgaste provocado pela rotação do tambor.
Colchas, edredões e peças volumosas exigem mais atenção. Nestes casos, a escolha da velocidade de centrifugação deve ser ajustada ao peso, enchimento e capacidade da máquina de lavar roupa.
Como referência, uma centrifugação entre 600 e 800 rpm costuma ser segura. Rotações muito elevadas podem deslocar o enchimento, criar irregularidades ou comprometer a estrutura da peça.
Se forem peças pesadas ou com indicações específicas, o mais seguro é recorrer a uma lavandaria profissional, onde o equipamento está preparado para este tipo de carga.
Toalhas, roupões, lençóis e fronhas absorvem muita água durante a lavagem. Por isso, beneficiam de uma centrifugação mais intensa, normalmente entre 1000 e 1200 rpm, desde que a etiqueta da peça o permita.
Uma rotação mais elevada ajuda a remover mais água e reduz o tempo de secagem. Isto é especialmente importante em toalhas e roupões, que tendem a sair mais pesados quando ficam demasiado húmidos.
Quando estas peças demoram muito tempo a secar, a humidade pode favorecer o aparecimento de bolor e odores desagradáveis, sobretudo em espaços pouco ventilados, estando também associada à qualidade do ar interior, como refere a Direção-Geral da Saúde.
Misturar peças leves com outras mais pesadas, como toalhas ou roupa de cama, compromete a distribuição dentro do tambor. Durante a centrifugação, isso pode provocar desequilíbrios, reduzir a eficácia na remoção de água e fazer com que algumas peças saiam ainda húmidas.
Além disso, o peso das peças maiores pode pressionar as mais leves e delicadas, aumentando o risco de vincos ou deformações. Se o tambor estiver demasiado cheio, este efeito agrava-se e dificulta o movimento da roupa.
Sempre que possível, agrupe por peso e volume. Este cuidado melhora o desempenho da centrifugação e ajuda a obter um resultado mais uniforme.
A forma como vai secar a roupa deve influenciar a escolha da centrifugação.
Se for estender ao ar livre, especialmente em dias de sol e com boa ventilação, pode optar por uma centrifugação mais moderada.
Por outro lado, se a secagem for feita dentro de casa ou em espaços pouco ventilados, uma centrifugação mais intensa ajuda a reduzir a humidade e o tempo de secagem. Nestes casos, deixar a roupa demasiado molhada pode dificultar a secagem e comprometer a frescura das peças.
Mesmo após a centrifugação, a roupa mantém alguma humidade. Se ficar fechada dentro da máquina de lavar durante muito tempo, cria-se um ambiente propício ao aparecimento de bactérias e bolor, responsáveis por odores desagradáveis.
Para evitar este problema, o ideal é retirar a roupa assim que o ciclo termina e estendê-la de imediato. Este pequeno hábito ajuda a manter a roupa fresca, evita lavagens desnecessárias e melhora o resultado final.
Se costuma ter dificuldades em manter um cheiro agradável na roupa, pode complementar estes cuidados com outras boas práticas. No artigo “9 dicas para deixar a roupa cheirosa”, partilhamos estratégias simples para preservar a frescura das peças desde a lavagem até à secagem.
A centrifugação pode parecer apenas mais uma etapa da lavagem, mas tem um impacto direto no estado da roupa, no tempo de secagem e na sua durabilidade.
Ao ajustar corretamente esta fase, evita desgaste desnecessário, reduz o risco de odores indesejados e garante melhores resultados em cada lavagem.
Se procura uma solução prática para simplificar este processo, pode contar com os serviços de lavandaria profissional da Blue Lavandarias em Faro.
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